__________ Itapema, suas histórias... __________

quarta-feira, 28 de junho de 2017

UM ARCO-ÍRIS SOBRE ITAPEMA

PANFLETO DA '1ª PARADA LGBT DE GUARUJÁ' REALIZADA NO DISTRITO ITAPEMENSE/SP CONVOCANDO A COMUNIDADE GAY [2012].

O fim-de-semana do feriado da Independência brasileira, em 2012 prometia ser bem agitado em Guarujá. Domingo, 9 de Setembro era a estréia da PARADA LGBT na Estância Balneária. Muito embora a ocasião glamourosa fosse na "Pérola do Atlântico", o evento aconteceu em ITAPEMA/SP e surpreendeu as expectativas dos participantes. Tendo cobertura jornalística do blog 'Baixada em Cores', guia exclusivo destinado ao público LGBTT da região.
"O preconceito é o último dos sentimentos que alguém deveria ter, fizemos o possível para realizar a Parada, façam o possível para se divertirem também." - Foi com estas palavras que a idealizadora da '1ª PARADA LGBT de Guarujá', Bebê Pazanelly deu início ao percurso que os foliões fizeram desde a Av. Santos Dumont até a apoteose na Praça 14-Bis, centro do Distrito itapemense.
A '1ª PARADA LGBT' BY BEBÊ PAZANELLY INICIA SEU PERCURSO NA AVENIDA SANTOS DUMONT [ITAPEMA/SP] 2012.

Aproximadamente 2 mil pessoas passaram pela Parada participando da festa da diversidade sexual. A garoa fina só fez cintilar ainda mais o arco-íris, que se estendia por uma das principais avenidas da cidade. Bem como, a modesta infra-estrutura da primeira edição do evento gay não diminuiu o entusiasmo das pessoas. A festa do orgulho gay a princípio concentrou-se na Av. Santos Dumont, esquina com a Rua Joana de Menezes Faro a partir das 16:00 h., mantendo-se ali até pouco mais das 18:00 horas.
A BANDEIRA LGBT CINTILA NA NOITE DO DISTRITO ITAPEMENSE/SP [2012].

Movida por muita música e alegria, reunindo gente fantasiada, gays ou simpatizantes da causa, logo a Bandeira LGBT foi estendida e tremulou aplaudida pela avenida, qual marcou a largada da Parada Gay. Hits musicais nos Trios Elétricos envolveram o público pelas quadras seguintes rumo ao palco da Praça 14-Bis, chegando por volta das 19:30 h., onde o evento culminou com empolgante trilha sonora, shows, concursos e divertimento até a emblemática meia-noite...
A BANDEIRA DA '1ª PARADA LGBT' UM ARCO-ÍRIS SOBRE ITAPEMA/SP [2012].

Bebê Pazanelly, homossexual assumida, revela que trabalhou por um ano e meio para conseguir finalmente realizar esta '1ª PARADA LGBT', sendo a coisa que mais a motivou foi o preconceito da sociedade a respeito da opção de gênero sexual. Frequentadora da Parada Gay de São Paulo, a travesti Pazanelly há muito sonhava trazer a festa da diversidade para a cidade litorânea:
"(...)O objetivo é combater o preconceito, porque eu sofri também, tanto na rua quanto dentro de casa." - Segundo Bebê Pazanelly, a Parada tem propósito de estabelecer uma data de luta. Ainda que pareça um evento carnavalesco, seu intuito é também combater a homofobia e gostaria de incluir a PARADA LGBT oficialmente no calendário do município. Disse a organizadora à mídia.
O PÚBLICO SEGUIU A '1ª PARADA LGBT' PELA AV. SANTOS DUMONT [ITAPEMA/SP] 2012.
GRACIOSA PARTICIPANTE DA '1ª PARADA LGBT' [ITAPEMA/SP] 2012.

Ao embalo de música Eletrônica, Disco, Pop e inclusive Funk desfilaram 2 mil adeptos da Liberdade. Algumas pessoas estavam vestidas das mais diversas formas possíveis. Muita gente trajada de forma casual. Mas não faltaram perucas extravagantes, óculos coloridos, fantasias de carnaval. Além das exuberantes Drag Queens. Entre as atrações o popular Dj Cabral e Artistas do cenário LGBT de São Paulo.
DIVERSAS ATRAÇÕES DA '1ª PARADA LGBT' BY BEBÊ PAZANELLY SE APRESENTARAM NO PALCO DA PRAÇA 14-BIS [ITAPEMA/SP] 2012.

As personalidades do universo gay já conhecidas na Baixada Paulista também agitaram a noite. A Drag Camila de Oliveira, qua atuava há mais de sete anos como performer, se apresentou às 21 horas, no palco da Praça 14-Bis. A maquiagem estava impecável e Ela distribuía sorrisos entre o público embasbacado. Moradora da cidade, não poderia deixar de comparecer a este momento tão significativo:
"Eu me sinto muito orgulhosa de estar aqui. Tudo nessa vida se começa com humildade. Hoje eu vou ter a humildade de me apresentar de graça, porque esse passo é muito importante para a cidade."
UMA BELDADE DA DIVERSIDADE GAY NA '1ª PARADA LGBT' [ITAPEMA/SP] 2012.

Outra que marcou presença seria a Madrinha de São Vicente, Atila Rios, também chamada "Dama da Noite". Famosa na região foi bastante assediada. Tirou fotos e ainda apresentou algumas atrações no palco do evento, como os concursos de dança e "bate-cabelos":
"Para mim, estar aqui é voltar ao passado. Eu me apresentei nesse palco há 15 anos e estar aqui hoje para prestigiar é muito bom..."
GLAMOUROSA REPRESENTANTE DA DIVERSIDADE GAY PRESENTE À '1ª PARADA LGBT' [ITAPEMA/SP] 2012.
 

Uma ausência notória foi da Madrinha de Guarujá, Xuxa Rios [imagem à direita], anunciada anteriormente como homenageada. Por motivos de força maior, a estimada travesti do Distrito esteve impossibilitada de participar.
No principal momento da noite aconteceu o primeiro Beijo Gay Oficial da cidade, protagonizado por um casal morador de Guarujá, do Bairro Santo Antônio, levando o público ao delírio, que exultava: "Não ao Preconceito!"
PRIMEIRO BEIJO GAY OFICIAL DA PARADA LGBT [ITAPEMA/SP] 2012.

Bebê Pazanelly e Atila Rios souberam comandar a Festa Gay, que contou com muita segurança, agito e sobretudo, respeito. Podia-se facilmente perceber que os moradores do Distrito itapemense, junto aos seus filhos também estavam curtindo o evento naquele domingo. Um marco para avançar cada vez mais o combate à homofobia. O público presente feliz com a conquista. A estudante de Pedagogia T. M. S. acredita que a cidade necessitava de um incentivo contra o preconceito:
"Não tínhamos algo do gênero para mostrar nossa força. Não querendo fazer apologia, mas as pessoas precisam saber que somos todos iguais." 

terça-feira, 20 de junho de 2017

GRETA JEAN, a international da margem esquerda

GRETA JEAN, "A PEONEIRA DE ITAPEMA" FAZENDO HISTÓRIA.

Desobedecendo ordens expressas do Capitão, o tripulante filipino evadiu-se do 'New Ventureri' então atracado no cais de Conceiçãozinha, na margem esquerda itapemense do Porto. Era a primeira viagem ao Brasil.
Longas semanas no mar deixavam sua libido em polvorosa. Informado dos "points" da cidadezinha, pelos "patrícios" estivadores do terno daquele dia zarpou ali pros lados do Rio "da Pouca Saúde", próximo ao Hospital... O píer fincado ao mangue, os sons metálicos, maquinários rangentes, equipamentos ruidosos, composições de carga se chocando, tendo cruzado o ramal ferroviário ficara para trás. Logo o cenário urbano de ITAPEMA CITY se descortinou, a noite lilás sobre o baixo casario do Distrito, de luzes corruscantes pelas luminárias dos postes, dois cães que perambulavam bairro adentro, uma música que tocava alto ao longe numa festa, o varum ocasional dos carros...
Caminhando pela ciclovia, às margens da Via Santos Dumont, avistou um bando de fêmeas à sombra dum muro. O perfume que espalhara abundante recendia ao sereno da noite, misturado a envolvente nuvem de nicotina do seu cigarro Camel.
- Quer fazer amorzinho, bem? - Adiantou-se a bicha da vez. Deu um giro e fez pose mostrando toda sua exuberância, enquanto baixava o bustiê.
"Como ouvi dizer... Brasileira, mulher diferente!" - Pensava consigo na língua pátria lamber-lhe os seios... Deixa cair a bituca incandescente pensa nos lábios.
- Ih, que foi! O gato comeu tua língua?... Cachorrão!! - Se ela desconfiasse do gosto exótico dele por cachorros, e nem precisavam ser de estimação. - Quer que a Greta seja a tua cachorrinha?...

- "Patrícia"...! - Tentou se comunicar.
- Oh, que bonitinho!... Patrícia não, benzinho... Greta Jean. - E cobriu suas tetas apetitosas com a tira de pano colorido envolta do busto.
O marinheiro fillipino, feito um peixe fora d'água, gesticula querendo saber o valor do programa. Só daí, Greta percebeu que o "bofe" era gringo.
- ...Eu achando que seria um guapo filho de índio, menina...! - Pensou surpresa em voz alta.
- Love, "patrícia"... Sex.
- Fuck me you??... $30 dólares. Tem? - Ele pareceu entender o valor.
- Faazzz tuuu-do, né... - Arriscou transpor as dificuldades da língua e se fazer entender.
- Mais $20 dólares, I make deep throat bem gulosa.
Entusiasmado quis encher a mão embaixo...
- Ai, honey! - Assustou-se ela. - Devilzinho!! Área de lazer... Not. Interditada, viu? Dangerous... A Gretinha aqui está "naqueles dias" do mês... Bloody Mary!
- What!? - Continuou ainda a boliná-la quase descobrindo-lhe o segredo. 
Nisso a travesti conduziu a mão do marujo e firmou em suas nádegas sedosas. Virou de costas e delicadamente inclinou-se rebolando charmosa.
"Quando contar pros meus amigos lá em Palawan, que saí com um mulherão desse adepta das posições do Kama Sutra, eles vão me invejar." - Satisfazia-lhe o pensamento no dialeto do seu país.
- O tchan... Ok! - Fez com o dedão positivamente, a unha pintada de esmalte vermelho da Avon.
- Thii... aan. - Tentava soletrar o filipino. - Thian! Is beautiful!! - Riu acanhado deixando à mostra sua banguela.
- Yes... Satisfaction garantida. Made in Brazil. - Esfregou-se nele dengosa.
Sedento tirou uma garrafa miniatura de whisky Black Horse dum bolso da jaqueta Levi's surrada, bebendo de um só gole.
- Enjoy, my boy... Pois para o álcool todas as gatas são pardas. 
- Yeah! Yeah! Very good!
- Like disto?... - Greta lasciva estapeou o próprio traseiro. - Let's go. - As amigas ovacionaram deleitadas. - A moment please, girls... Hoje eu estou international, tá! Lombinho recheado com linguiça importada... - Saiu aos abraços com o marinheiro, dobrando a esquina da Rua Manoel Otero Rodrigues para uma improvisada alcova na urbe itapemense. Greta Jean ganhava fama, já havia dado pra todo mundo. 
       

quarta-feira, 14 de junho de 2017

GRETA JEAN, a peoneira de Itapema



Nascido de batismo Antonio Maria Durão. Porém, numa dessas ambiguidades da "natureza humana" descobriu-se Greta Jean. Uma legítima "pérola do atlântico" refulgente no ostracismo do Distrito itapemense... Seu padrasto maldizia, puta que o pariu era o cúmulo um filho-viado emprestado! Parentes que o viram ainda homenzinho, escandalizados. A mãe resignada vinha em defesa, pois sempre quis uma filha.
Greta decidiu sair de casa e viver essa sua identidade feminina. Resoluta foi morar num "quintal de cômodos" no bairro Vila Áurea. Aprendeu a ganhar o sustento nas esquinas correndo riscos, quando o pudor impedia as moças de família do lugar ou alguma forasteira desabusada, de virar prostituta... Puta conhecida e apontada: a "Peoneira de Itapema", na tresloucada década de 1980. Que anos aqueles! Complementava o aluguel fazendo unhas mais penteados das amigas, vendia lingeries...
...Desde o princípio percebera as coisas de viés. Esse notório estranhamento. Na escola chacota dos garotos por seu jeito frágil. Tempos depois, os policiais que iam lá ensinar bons costumes ao chutar-lhe o traseiro sensual. A sociedade que cuspia e atirava pedras a condenar pela sina escolhida. Repetidas noites que passavam de carro pela Via Santos Dumont e gritavam piadas.
- Eu sou é muito macho, pra estar aqui!!... - Subia nas tamancas cansada de ser enlameada.
CONHECIDO POINT DAS TRAVESTIS NA ESQUINA DA RUA MANOEL OTERO RODRIGUES [ITAPEMA/SP].
  
Greta Jean trazia no corpo as marcas do martírio: silicone, hormônios, depilação a laser, mega-hair... A própria borboleta do asfalto. Beleza incomum de formas feminis, pele dum caramelo aveludado, seios mamilosos, coxas bem torneadas, a bunda tesa atraente. Irresistível para alguns anônimos do sexo masculino...
O traveco sonhava com Milão, shows nas boates paulistanas, dias de glória no carnaval. Desfrutar a Estância Balneária somente em passeios de veraneio. Era de Virgem e queria encontrar um "bofe" de Capricórnio. Assim distraia as horas, entre cigarros e drops, naquele penoso aguardo da clientela.
Já pelas tantas da madruga apareceu Tião. Montado no seu bruto, castigando firme no freio a ar do possante "cavalo", calotas faiscantes na sarjeta... Uma cavalgadura de pessoa. Cavalheirescamente escancarou a porta do caminhão. Dentro da cabine tocava um dos sucessos da dupla sertaneja 'João Mineiro & Marciano', todo o painel luminescente, os ponteiros tesos estremecidos dos arranques do motor.
- Como é...? Tô cum apetite daqueles, belezura! - Sorriso sádico no canto da boca, olhar faminto. Tião escorregou pelo banco de couro para o estribo do veículo. Só de calça jeans caída até a virilha, o torso másculo desnudo.
Greta estremeceu dos tamancos à peruca, o lumbago latente despertou em pontadas.
- Virgem nossa!? Donde saiu isso?
- Hoje quero variar. Fazer um troço diferente... Sexo animal, manja? - O caminhoneiro errante avançava o sinal empurrando a pobre boléia adentro, as fuças debaixo da mini-saia a morder-lhe as nádegas aflitas.
- Ai, meu deus! Por que não nasci mulher? Todo mundo quer me ver pelas costas.
 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

FEIRAS-LIVRES EM ITAPEMA/SP

ANTIGA BARRACA NUMA TRADICIONAL FEIRA-LIVRE EM ITAPEMA/SP - ANOS DE 1960.

A origem das Feiras presentes no meio social remonta a 500 anos antes de Cristo (século VI). Povos antigos já reuniam-se em determinados momentos e lugares pré-estabelecidos para a troca entre si de produtos excedentes fosse agrícola, pecuário, manufatura de artigos (cestaria, cerâmica, tecelaria), quando os indivíduos ofereciam o que produziam pelo que lhes faltava.
Prática em algumas civilizações da antiguidade, tal qual a fenícia, grega, romana e árabe, servindo ao consumo das cidades, de gêneros produzidos por agricultores, criadores de animais, trabalhadores de ofício (marceneiros, sapateiros, tecelões, ferreiros etc), artesãos, lugar propício para a apresentação de artistas mambembes.
Na antiguidade as Feiras possibilitavam as trocas ou comércio de mercadorias entre as pessoas de diferentes lugares e variados itens. Impulsionadas pelo desenvolvimento das atividades comerciais atendiam as necessidades dos habitantes, mercadores e viajantes, com isso as Feiras cresceram e se diversificaram, ganhando importância social ao promover a comunicação e interação dos povos.
O COMÉRCIO NAS FEIRAS-LIVRES ITAPEMENSES RESISTE À MODERNIDADE [2010].

Durante a Idade Média no continente europeu, entre os séculos XI e XVI, os burgos (cidades medievais amuralhadas) tornaram-se o lugar de formação das feiras medievas. Devido a decadência do sistema feudal, baseado sobremodo no senhorio, arrendamento de terras, na permuta e concentração da produção, seria substituído pela comercialização monetária, posto que o excedente de produção dos feudos (área rural) passaram a servir para a venda. Esses locais destinados ao comércio de mercadorias dentro dos burgos, eram denominados "Feiras-Livres", onde os mais variados produtos estavam expostos à compra. No Ocidente o termo "Feira", deriva do latim "Feria", significando: dia Santo ou dia de descanso, dado que os comerciantes preocupados em vender o excedente da produção, concentravam-se próximos das igrejas aos Domingos ("Dia do Senhor"), em praças, para negociar suas mercadorias, por serem os locais que apresentavam o maior fluxo de gente.
Prosperaram a partir da intensificação do comércio de gêneros agrícolas, da pecuária, produtos dos trabalhadores de ofício, com o surgimento da Burguesia e o crescimento demográfico.
A RELAÇÃO COMERCIAL DO FEIRANTE COM O FREGUÊS SE DÁ DE FORMA DIRETA E PESSOAL NAS FEIRAS-LIVRES [ITAPEMA/SP] 2010.

Neste período a expansão comercial no Mediterrâneo, o aparecimento de novas rotas marítimo-comerciais, sobretudo das especiarias, artigos provindos do Oriente (temperos, condimentos, tecidos, tapetes, essências, perfumes) multiplicou a mercancia, o espaço então utilizado e a introdução da moeda, caracterizam a conformação da Feira como conhecemos.
"(...)Com efeito, as feiras livres foram se tornando um importante canal de distribuição comercial bem como uma forma de comunicação popular, sendo caracterizada pelo encontro periódico de pessoas, as quais se reuniam em algum lugar pré-determinado da cidade (burgos), com o intuito de vender seus produtos à população ou mesmo realizar trocas." - Cita o site 'Toda Matéria'.
UMA BARRACA DE CONDIMENTOS E TEMPEROS EM FEIRA-LIVRE DE ITAPEMA/SP.

No Brasil, as Feiras existem desde a época da colonização portuguesa iniciada pelo século XVI. Sobre o estabelecimento de feiras no Brasil, há somente registros de Regimentos emitidos por D. João III (1548) e D. Afonso (1677), ordenando a criação de feiras semanais na colônia brasileira para troca entre portugueses e nativos. As feiras ordenadas pelas Autoridades portuguesas não ocorriam exatamente a seu modo, uma vez que os habitantes da Colônia (pescadores, agricultores, criadores de animais, doceiras, quituteiras, dentre outros) já estavam acostumados a reunir seus produtos à beira da praia para troca ou negociação entre as partes. Evento social que promoveu o desenvolvimento da economia interna do país.
Pelos séculos posteriores, a "Feira de Mercado" como eram conhecidas as feiras-livres (realizada ao Sábados), abastecia a população, estimulava maior produção de alimentos e artigos.
Tendo papel fundamental na prosperidade das cidades, não somente como meio de aquisição de produtos, mas também local de encontro, de confraternização, onde pessoas de uma mesma comunidade e arrabaldes vizinhos se relacionavam, desempenhando assim função importante na interação social e intercâmbio cultural.
BARRACA NUMA FEIRA-LIVRE ITAPEMENSE/SP [2008].
  
No final do século XIX, as Feiras estavam instaladas nas ruas, oferecendo produtos básicos de alimentação, artigos domésticos, vestuário, aos habitantes de suas comunidades. Era muito comum as Feiras serem realizadas uma vez por semana em locais pré-determinados. Atualmente, as Feiras-Livres nas cidades brasileiras acontecem nuns tantos bairros ou regiões (de maneira alternada) pelos dias da semana em lugares pré-estabelecidos.
Nos nossos dias as Feiras-Livres representam um fenômeno sócio-cultural e econômico proveniente do ajuntamento de pessoas, aglomerados de barracas, onde são comercializados nas ruas ou logradouros públicos diversos tipos de produtos: gêneros alimentícios, utensílios domésticos, roupas, sapatos, artesanato, propiciando a circulação  de mercadorias e estímulo ao consumo da produção em larga e pequena escala.
É nesse espaço vivido que se evidenciam as relações envolvendo a cidade e o "campo" (o produtor rural, o trabalhador manufatureiro). Segundo uma forma de estrutura em que gênero de vida mais modo de vida, se organizam e se interseccionam nos respectivos modos de produção.
MOVIMENTAÇÃO ENTRE AS BARRACAS NUMA FEIRA-LIVRE ITAPEMENSE/SP.

A Feira-Livre conformou-se numa manifestação da cultura urbana brasileira, que se mantém apesar do crescente avanço e modernização das formas de comércio, pois cada vez mais o consumidor tem acesso à lojas, supermercados, varejões de hortifrutigranjeiros, açougues, peixarias, com um certo conforto, um tanto de comodidade, que inclui o horário flexível, entrega em domicílio e até mesmo facilidades de pagamento. Contudo, resiste ao tempo reafirmando uma das mais antigas tradições dos povos.
Conforme descreve texto da 'Wikipédia': "Na feira livre há aqueles que observam, pechincham e procuram algo específico, bem como há aqueles que criam laços de afetividade, próximos da amizade que rompe a relação comerciante-freguês, o que sustenta em grande parte a tradição de ir à feira toda semana... (...)Além da variedade e qualidade dos produtos ali encontrados. Todos temos uma história de identidade ou lembrança de uma feira, seja no âmbito alimentar ou simples lazer."
O fator econômico das Feiras-Livres é levado em consideração pelo consumidor, já que os preços dos produtos não são tão rígidos, variam durante a feira ficando mais baratos. Há qualidade e muita oferta. Destacando-se o poder de negociação, conseguir pechinchar, discutir diretamente com o Feirante o preço. Vale ressaltar que em função da concorrência imediata as negociações são sempre frutíferas.
Encontram-se todos os tipos de comerciantes nas Feiras, desde o grande feirante, distribuidor de alimentos, como pequenos produtores que teem nas feiras a única forma de negociar seus produtos. Bem como as pessoas que as frequentam, sendo a Feira acessível e frequentada por gente de diferentes origens, independente de classe econômica ou social.
O aspecto social também é evidente nas Feiras-Livres com a possibilidade de interação das pessoas, entre conhecidos da vizinhança, amigos dos bairros próximos e até mesmo as novas relações que podem se formar. O tratamento que o Freguês recebe do Feirante é considerado único, típico e indispensável nas feiras, o freguês é convidado a experimentar o produto, como forma de garantir sua qualidade.
Mediante isso, a Feira-Livre permanece viva, tanto nas pequenas quanto nas grandes cidades, em todos os bairros, seja na periferia ou regiões nobres.
FEIRA-LIVRE NA RUA DONA JOANA DE MENEZES FARO (ANTIGA RUA OLIVEIRA) NUM DOMINGO - ITAPEMA/SP [2009].

As primeiras feiras em ITAPEMA/SP, aconteciam numa composição aberta do trenzinho da E.F. SP-2066, num dia da semana. Quando parava o vagão na plataforma da Estação e fazia-se as compras de frutas, verduras, legumes, raízes, grãos, cereais, farináceos etc.
No município as feira-livres foram regulamentadas em 1951, por meio da Lei 096/51. Atualmente, 7 pontos privilegiam bairros do Distrito itapemense e as feiras realizadas pelos dias da semana.
Terça-Feira: Rua Ceará (Jardim Santense) - Rua Rubens de Sá (Jd. Progresso) - Rua Helena Correa dos Santos (Vila Zilda).
Quarta-Feira: Rua Afonso Nunes (Jardim Boa Esperança).
Quinta-Feira: Rua Odilon Maximiliano dos Santos (Morrinhos).
Envolvendo uma centena de feirantes. O horário de funcionamento entre às 7:00 e 13:00 Horas.
FEIRA-LIVRE NA RUA CEARÁ REALIZADA ÀS TERÇAS-FEIRAS [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS MONTADAS NA FEIRA-LIVRE DA RUA CEARÁ - JARDIM SANTENSE [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA BARRACA DE FRUTAS NA FEIRA-LIVRE DA RUA CEARÁ [ITAPEMA/SP] 2017.
FEIRA-LIVRE REALIZADA NO BAIRRO JARDIM PROGRESSO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS MONTADAS NA FEIRA-LIVRE DO JARDIM PROGRESSO [ITAPEMA/SP] 2017.
AMBIENTE DA FEIRA-LIVRE NO BAIRRO JARDIM PROGRESSO [ITAPEMA/SP] 2017. 

No bairro itapemense de Pae-Cará acontecem as duas mais antigas feira-livres do Distrito. Por muitas décadas em ITAPEMA/SP (antes dos supermercados), eram nas barracas de cereais e farináceos, dentre outros gêneros alimentícos, que os moradores abasteciam a despensa com arroz, feijão, farinha de mandioca, fubá etc, para passar a semana. Assim como as barracas dos merchant de porcos, comerciantes de carne suína, caprina e derivados, bastante procuradas. Motivados pelo comércio, meninos ganhavam alguns trocados puxando carretos de compras dos fregueses.
Sendo o Feirante um trabalhador itinerante, desenvolve atividade árdua e pesada. Sua rotina começa bem cedo, ainda no início da madrugada com a compra dos produtos a serem comercializados. Antes do raiar do dia, sob sol ou chuva, os feirantes administram todo o trabalho de montagem das barracas e exposição de seus produtos ou mercadorias.
FEIRA-LIVRE NA RUA TAMBAÚ AOS SÁBADOS - ITAPEMA/SP [2017].

Aos Sábados, a feira-livre é montada na extensão da Rua Tambaú (Pae-Cará), tendo boa movimentação de consumidores. Seu ambiente não poderia deixar de ser mais característico. Tanto pelas freguesas a carregar sacolas, puxando carrinhos, quilos de cores, baciadas de cheiros, dúzias de sabores. Seja pela balbúrdia apregoada dos "Xepas" (a grita das vendas), pois o feirante usa da criatividade no intuito de se comunicar e convencer o freguês a adquirir o seu produto. Esta atmosfera estimulante da feira aos sentidos faz despertar a fome. Depois das compras, hora de saborear um delicioso pastel com caldo de cana gelado, talvez um tempurá do jeitinho brasileiro, espetinhos (carnes, queijo coalho). Ou doces: tapioca, cocada, pamonha, quebra-queixo etc.
FREGUESES TRAFEGAM E COMPRAM NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
TÍPICA BARRACA DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS MONTADA NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA BARRACA DE FRUTAS NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
AMBIENTE DA FEIRA-LIVRE MONTADA NA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA BARRACA DE VERDURAS E LEGUMES NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
AMBIENTE DA FEIRA-LIVRE NA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
FEIRA-LIVRE REALIZADA NA RUA TAMBAÚ AOS SÁBADOS [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA TRADICIONAL BARRACA DA FEIRA-LIVRE NA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS NA EXTENSÃO DA FEIRA-LIVRE MONTADA NA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
AMBIENTE DA FEIRA-LIVRE NA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
FEIRA-LIVRE NA RUA TAMBAÚ REALIZADA AOS SÁBADOS [ITAPEMA/SP] 2017.  
COMERCIALIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.
O TRADICIONAL PASTEL COM CALDO DE CANA GELADO DISPÕE DE ÓTIMAS OPÇÕES NA FEIRA-LIVRE DA RUA TAMBAÚ [ITAPEMA/SP] 2017.     

Aos Domingos, a feira-livre realiza-se na Av. Santos Dumont e proximidades. A tradicional "Feira de Domingo" em ITAPEMA/SP, é diversificada, onde circulam pessoas de todos os tipos. Sejam vendedores, fregueses ou simples transeuntes, contemplando não apenas o comércio de frutas, legumes, hortaliças, verduras, raízes, tubérculos, grãos, cereais e demais gêneros alimentícios tais como carnes: suína, bovina, aves, peixes, ovos etc. Vendedores de crustáceos e frutos do mar (camarão, marisco, siri, caranguejo). Vários outros produtos: castanhas, côco, milho verde. Bancas de temperos, condimentos e ervas medicinais. Há ainda barracas de utensílios domésticos, artesanato, ferramentas, jardinagem (flores, plantas ornamentais, apetrechos). Outras que vendem itens de vestuário: roupas, calçados, bolsas, mochilas, cintos, gravatas, cama mesa e banho.
Nela comerciam ambulantes, transportadores, prestadores de serviços e venda de outros produtos que visam atender diversas demandas.
FEIRA-LIVRE MONTADA AOS DOMINGOS NA AV. SANTOS DUMONT [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS DE PEIXE E CARNES - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS DE PEIXE - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
TRADICIONAL BARRACA DE OVOS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
OUTRA BARRACA DE OVOS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACA DE FRUTAS - FEIRA-LIVRE REALIZADA AOS DOMINGOS NA AV. SANTOS DUMONT [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA BARRACA DE BANANA - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACA DE LEGUMES E TUBÉRCULOS NA FEIRA-LIVRE DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
TRADICIONAL BARRACA DE BATATA - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS DE FERRAGENS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
UMA BARRACA DE FERRAGENS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACA DE JARDINAGEM - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACA DE CHÁS E ERVAS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACA DE BIJOUTERIAS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
BARRACAS DE ROUPAS - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.
TRADICIONAL BARRACA DE PASTEL - FEIRA DE DOMINGO [ITAPEMA/SP] 2017.         

Por ser num dia da semana mais folgado para muitos trabalhadores, a conhecida "Feira de Domingo" no Distrito itapemense recebe fregueses de toda a Ilha de Santo Amaro, e de modo geral atraí pessoas de outras cidades da região da Baixada Paulista. Uma característica marcante desta feira, é a influência nordestina. Encontra-se comidas típicas (sarapatel, mocotó, jabá), pelas imediações trios de forró tocam em bares, artistas circenses, cantadores populares (repentistas, emboladores), cantores de rua (sertanejo, dupla caipira) procuram o espaço da "Feira de Domingo" fazendo apresentações.
APRESENTAÇÃO CIRCENSE NO AMBIENTE DA "FEIRA DE DOMINGO" [ITAPEMA/SP].
ATIVIDADE CULTURAL REALIZADA DURANTE A "FEIRA DE DOMINGO" [ITAPEMA/SP].
APRESENTAÇÃO CULTURAL 'REISADO SERGIPANO DE GJÁ' NO AMBIENTE DA "FEIRA DE DOMINGO" [ITAPEMA/SP].

Simultânea a este ambiente ocorre a popular "Feira do Rolo", em parte da extensão da Rua Dona Joana de Menezes Faro (antiga Rua Oliveira), lugar de troca e comércio de objetos usados e antigos, venda variada de produtos alternativos, bugigangas.
Espalhadas em lonas pelo asfalto, nas barracas, bancas, todo tipo de tralha velha e inusitada. Mas não só: livros, antigos discos de vinil, revistas e filmes pornográficos, aparelhos eletrônicos semi-novos, eletrodomésticos usados, objetos de decoração, velhos brinquedos, ferramentas de segunda-mão, peças reutilizáveis (hidráulica, elétrica, mecânica, ciclismo). No "Rolo" entram relógios, jóias, celulares, bicicletas. Enfim, o que se prestar a ser convertido em moeda corrente.
Há quem diga que foi a partir da reunião de uma dezena de "conhecidos" itapemenses, em meados dos anos de 1970, os quais se encontravam para beber, jogar conversa fora e consequentemente desencalhar coisas usadas, dando ao Itapema uma das suas manifestações mais populares e característica. 
"FEIRA DO ROLO" NA EXTENSÃO DA RUA JOANA DE MENEZES FARO NUM DOMINGO [ITAPEMA/SP].
MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAS NO AMBIENTE DA POPULAR "FEIRA DO ROLO"  EXTENSÃO DA RUA JOANA DE MENEZES FARO [ITAPEMA/SP] MAIO DE 2010.
TRANSEUNTES CIRCULAM PELAS BARRACAS DA "FEIRA DO ROLO" [ITAPEMA/SP].

Esta "Feira de Domingo" armava-se tradicionalmente na Rua Joana de Menezes Faro, a mudança de ponto de certa maneira desarticulou o comércio agregado à feira, no caso das barracas de carnes, aves, peixes, utensílios domésticos e vestuário. A transferência fez decair todo um comércio entorno da "Feira de Domingo" itapemense, e da própria rua. Prejudicando a micro-economia local (bares, lanchonetes, padarias etc) que tinha então a atividade aquecida neste dia, quando a atual avenida utilizada para a feira já possui alto comércio.
Estudos indicam que as Feiras-Livres, com suas inúmeras características exclusivas têm fundamental importância, inclusive para o abastecimento de comunidades carentes, já que são montadas em diversos bairros dos municípios, sejam eles de baixa renda ou não, ressaltando-se a peculiaridade econômica da Feira.
As feiras-livres no Distrito itapemense geram cerca de 500 empregos, entre comercialização e montagem das barracas.
Daí portanto, a necessidade da Prefeitura Municipal em não somente mantê-las regularizadas, providas de sanitários químicos, limpeza dos restos da feira. Mas sobretudo, planejar o seu acontecimento, fomentar o comércio e implemento de atividades artístico-cuturais, pois cabe ao município legislar sobre as feiras-livres.
Seria de vital importância estarem os feirantes ligados a uma associação ou entidade de classe, afim de debater, planejar a feira e reivindicar as melhorias junto ao Poder Público. Senão mesmo, através de cooperativa, que como medida econômica, possibilitaria aos feirantes fornecer ao município parte da merenda escolar.
"FEIRA DE DOMINGO" MONTADA NA RUA JOANA DE MENEZES FARO [ITAPEMA/SP] 2011.

Por todo o país as feiras sobrevivem. Enquanto algumas demonstram-se enfraquecidas, outras continuam fortes, com movimento indicativo de auto-suficiência econômica.
Um novo modelo de pensamento rural, preocupado com o consumidor em termos de qualidade sanitária e biológica dos alimentos tem produzido cada vez mais utilizando as técnicas da agricultura orgânica, sem agrotóxicos ou outros insumos químicos, a chegada dessa produção tem se dado através das Feiras-Livres. Prestando-se também ao escoamento da safra do pequeno produtor da Agricultura Familiar, que dispensando o conhecido "atravessador" vende seus gêneros diretamente na feira.
Entende-se que a longo prazo, motivados pela rotina praticista do mundo moderno, na qual as pessoas cada vez mais exigem, conforto, dinamismo e excelência, torna-se evidente que a Feira-Livre realmente sofre ameaça das grandes redes de supermercados, porém pode tratar-se de um simples princípio da economia, livre concorrência. Tendo a Feira um público fiel, além das vantagens econômicas, ou seja a diversidade de produtos oferecidos, qualidade e preço.
O ACESSO PÚBLICO ÀS FEIRAS-LIVRES MOBILIZA AS PESSOAS NO DISTRITO ITAPEMENSE/SP [2017].
COMPRAR E PASSEAR SÃO ATRATIVOS DAS FEIRAS-LIVRES EM ITAPEMA/SP [2017].
CORES E CHEIROS DOMINAM O AMBIENTE DAS FEIRAS-LIVRES EM ITAPEMA/SP. 

As Feiras-Livres dada a tradição, prestígio de sua identidade, rica de aspectos culturais possuem seus encantos. Colorem com variadas barracas a paisagem citadina, exalam cheiros, propõem sabores, levadas pela agitação de pessoas e o vozerio da mercancia. Andar pela feira por si só realiza uma distração prazerosa. Um dos poucos espaços existentes onde há contato direto com a população.
A ocorrência das Feiras-Livres permanece até os dias atuais em diversas partes do globo, em pequenas e grandes cidades do mundo, servindo como ponto turístico. Portanto, propícias a visitação de estrangeiros e turistas nacionais, trazendo novos consumidores a beneficiar a economia local.
Reconhecidamente as Feiras-Livres são patrimônio da cultura. Pela sua especificidade cultural podem ser consideradas "Patrimônio Imaterial" de um determinado lugar, então preservadas.
O COMÉRCIO NAS FEIRAS-LIVRES DO DISTRITO ITAPEMENSE/SP ADAPTA-SE À MODERNIDADE [2017].

Uma Feira constitui num município, espaço que se caracteriza através de uma função social, que muda a organização espacial urbana, sendo geradora de emprego e renda, a qual representa uma das mais antigas e resistentes modalidades do comércio varejista. É um ambiente com muita especialidade, cheio de sons, movimentos, aromas, múltiplos coloridos, tanto como personagens interagindo com o seu estilo e suas relações de identidade.